São Paulo, metrópole das utopias
São Paulo, metrópole das utopias
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"Este livro, elaborado com a colaboração de pesquisadores do Proin - Projeto Integrado Arquivo do Estado/Universidade de São Paulo, tem como fio condutor a história da repressão e da resistência na cidade de São Paulo. Os jovens pesquisadores que assinam estes artigos são hoje militantes da memória. Por meio de documentos investigados junto ao acervo do Deops/SP, reconstituíram a trajetória política de centenas de anônimos: operários, judeus, negros, mulheres, comunistas, fascistas, japoneses, alemães, lituanos, entre outros tantos segmentos sociais perseguidos por 'pensarem diferente' e por sonharem com um mundo melhor. Eses estudos combatem, em particular, a historiografia comprometida com as versões oficiais da História que, protegida pela legislação brasileira, dá legitimidade à ação dos carrascos, perseguidores de utopias.^
Hoje, após a abertura do acervo Deops do Estado de São Paulo, então sob a guarda do Arquivo do Estado, a publicação deste livro pode ser considerada como uma experiência positiva de uma sociedade democrática que procura conhecer o seu passado. Os arquivos da repressão, de uma forma geral, demonstram que o Estado republicano, em diferentes momentos de sua trajetória política, investiu contra o 'outro', humilhando-o e negando-lhe qualquer possibilidade de realização. Abusando do poder, as autoridades oficiais ignoraram as fronteiras que distinguiam as etnias, as ideologias políticas, as classes sociais e as religiões. Ofuscadas pelo poder do mando, proibiram o 'outro' de sonhar, esquecendo-se de que todo ser humano tem o direito de pensar um mundo mais justo, um futuro melhor para seus filhos e as gerações futuras.^
Nesse sentido, podemos considerar a cidade de São Paulo como a metrópole moderna da sedição, centro produtor e multiplicador de vozes dissidentes que, em idiomas 'exóticas', romperam os silêncios impostos pelo poder. Em 'espaços clandestinos da sedição', dezenas de autores, editores e distribuidores--verdadeiros fabricantes de utopias impressas--procuraram, por meio de estratégias criativas, burlar a vigilância e inibir a censura institucionalizadas. Enfim, todos os utopistas tiveram (e ainda têm) o seu tempo"--Publisher's description, pages [2] and [3] of cover.
Hoje, após a abertura do acervo Deops do Estado de São Paulo, então sob a guarda do Arquivo do Estado, a publicação deste livro pode ser considerada como uma experiência positiva de uma sociedade democrática que procura conhecer o seu passado. Os arquivos da repressão, de uma forma geral, demonstram que o Estado republicano, em diferentes momentos de sua trajetória política, investiu contra o 'outro', humilhando-o e negando-lhe qualquer possibilidade de realização. Abusando do poder, as autoridades oficiais ignoraram as fronteiras que distinguiam as etnias, as ideologias políticas, as classes sociais e as religiões. Ofuscadas pelo poder do mando, proibiram o 'outro' de sonhar, esquecendo-se de que todo ser humano tem o direito de pensar um mundo mais justo, um futuro melhor para seus filhos e as gerações futuras.^
Nesse sentido, podemos considerar a cidade de São Paulo como a metrópole moderna da sedição, centro produtor e multiplicador de vozes dissidentes que, em idiomas 'exóticas', romperam os silêncios impostos pelo poder. Em 'espaços clandestinos da sedição', dezenas de autores, editores e distribuidores--verdadeiros fabricantes de utopias impressas--procuraram, por meio de estratégias criativas, burlar a vigilância e inibir a censura institucionalizadas. Enfim, todos os utopistas tiveram (e ainda têm) o seu tempo"--Publisher's description, pages [2] and [3] of cover.
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