Profissão artista
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Esta tese de doutoramento procura investigar quais eram as condições de concretização de carreiras artísticas femininas dentro do universo acadêmico brasileiro. Por não serem previstas como alunas desde a fundação da Imperial Academia de Belas Artes - a principal instituição responsável pela formação de artistas - as mulheres viram cerceadas suas chances de carreira durante a maior parte do século XIX. A exclusão desse universo restringia significativamente a atuação das artistas mulheres às faturas artísticas menores, tradicionalmente desvalorizadas. Eram então percebidas como "amadoras", o que as diferenciava dos artistas homens, julgados em sua maioria "profissionais". Apesar dos percalços, muitas mulheres expuseram seus trabalhos ao longo do XIX, após encontrarem em aulas particulares as instruções necessárias para se capacitarem como artistas. Além da formação privada, aos poucos se abriram outras oportunidades de estudos, como a Academie Julian, sediada em Paris, que atraía uma clientela internacional, inclusive feminina. Finalmente, após a proclamação da República, o ensino superior abriu suas portas às mulheres e estas puderam acessar à Academia. A tese aborda algumas trajetórias de pintoras e escultoras como Abigail de Andrade, Berthe Worms, Julieta de França, Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto e Georgina de Albuquerque, que são exemplos concretos dos modos com que algumas mulheres vivenciaram e venceram os obstáculos ex.
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