Os Vinhedos de Belaste
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Os Vinhedos de Belaste é um livro-poema concebido como organismo unitário, onde cada texto funciona como parte de uma vindima, colheita simbólica que articula memória, ausência, silêncio e transformação. Dividida em seis movimentos, a obra percorre ciclos de vinho e sangue, ausência e máscaras, dor e cansaço, pedras e labirintos.
A metáfora do vinhedo sustenta todo o livro: cada poema é uma parreira exposta ao tempo, ao vento e ao peso do silêncio. O leitor é convidado a atravessar esse terreno poético não de forma linear, mas por desvios e retornos, como quem caminha entre folhas e sombras em busca de um sabor que nunca se entrega por inteiro.
A escrita de Augusto La Fere aqui se mostra em sua cadência ritualística — marcada por anáforas, paralelismos, polissemia e imagens recorrentes — e em sua ética do silêncio, onde o gesto mínimo, o resíduo e o vazio se convertem em presença. O tom é poético, litúrgico e meditativo, evocando tanto a solenidade dos salmos quanto a secura cabralina, equilibrando monumentalidade e fragmento.
A metáfora do vinhedo sustenta todo o livro: cada poema é uma parreira exposta ao tempo, ao vento e ao peso do silêncio. O leitor é convidado a atravessar esse terreno poético não de forma linear, mas por desvios e retornos, como quem caminha entre folhas e sombras em busca de um sabor que nunca se entrega por inteiro.
A escrita de Augusto La Fere aqui se mostra em sua cadência ritualística — marcada por anáforas, paralelismos, polissemia e imagens recorrentes — e em sua ética do silêncio, onde o gesto mínimo, o resíduo e o vazio se convertem em presença. O tom é poético, litúrgico e meditativo, evocando tanto a solenidade dos salmos quanto a secura cabralina, equilibrando monumentalidade e fragmento.
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